Temer: para retomar o crescimento é preciso antes vencer a recessão

foto-234O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (23), na cerimônia de posse de Roberto Freire no comando do Ministério da Cultura, que antes de o Brasil retomar o crescimento é preciso “vencer a recessão”. O peemedebista reclamou no evento que, na opinião dele, “as pessoas não percebem” que o país está “em uma recessão profunda”.

O governo federal vem registrando seguidos déficits fiscais e, neste ano, a economia brasileira deve apresentar um recuo de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens produzidos no país. Além disso, no fim de setembro, o número de desocupados atingiu 11,8%, equivalente a 12 milhões de pessoas.

Temer ressaltou ainda na solenidade de posse de Freire que somente depois de conter a recessão é que a economia brasileira conseguirá voltar a gerar empregos.

“Em momentos, convenhamos, difíceis, em momentos em que as cobranças são muitas, em momentos em que as pessoas não percebem que estamos no Brasil em uma recessão profunda. Exige-se logo o crescimento, passando por cima da recessão. E nós, que temos ciência, consciência, serenidade e tranquilidade para saber que é preciso, primeiro, vencer a recessão e, depois, retomar o crescimento”, discursou Temer na solenidade a portas fechadas no Palácio do Planalto.

“O crescimento é consequência precisamente da cessação da recessão. E com o crescimento é que vem o emprego”, complementou.

Após destacar que o crescimento será uma consequência do fim da recessão, o presidente disse que o governo está tomando medidas para que reequilibrar as finanças públicas, entre as quais a proposta enviada ao Congresso Nacional para estabelecer um limite para os despesas federais nas próximas duas décadas, a chamada PEC do teto de gastos públicos.

Temer também ressaltou a reforma da Previdência Social e as ações de ajuste fiscal acertadas nesta semana com os estados como iniciativas indispensáveis para conter a recessão.

“Nós temos fases determinadas, que nós estamos trabalhando, atravessando. Agora, com a PEC do teto de gastos públicos, logo depois com a reforma da Previdência, que eu tenho anunciado como indispensável.”

Acordo com governadores
Em meio ao discurso, Michel Temer relatou que, nesta terça-feira (22), durante o encontro que teve com governadores no Palácio do Planalto, os governantes estaduais se comprometeram a apoiar politicamente as medidas apresentadas pelo Executivo federal para reequilibrar as contas públicas.

Ao final da reunião desta terça, o governo federal e os estados anunciaram um “pacto nacional” pelo equilíbrio das finanças públicas, que deve ser concluído até o início da próxima semana.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que o governo federal aceitou dar aos estados uma fatia maior dos recursos arrecadados com a regularização de bens mantidos por brasileiros no exterior sem declaração à Receita Federal, a chamada “repatriação”.

Em contrapartida, os governadores se comprometeram a fazer um forte ajuste em suas contas, semelhante ao proposto pelo próprio governo Temer, incluindo aumento da contribuição previdenciária paga por servidores públicos.

A União arrecadou R$ 46,8 bilhões com a cobrança de imposto de renda e multas dos contribuintes que aderiram à “repatriação”. A princípio, os estados ficariam com R$ 4 bilhões desse total – correspondente à parte da arrecadação com o imposto de renda.

Fonte: G1

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